Mostrando postagens com marcador Causas da violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Causas da violência. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 24 de maio de 2013

POR QUE TANTA VIOLÊNCIA ?



As causas do aumento da violência no Brasil são complexas e envolvem questões socioeconômicas, demográficas, culturais e políticas. O assunto tem sido discutido, nos últimos anos, por pesquisadores de diferentes áreas, incluindo a médica, pois os assassinatos estão entre as principais causas de mortes de jovens no país.
A pobreza e a desigualdade social são comumente apontadas como fatores que estimulam a violência e a criminalidade. De fato, jovens que vivem em comunidades carentes são aliciados por traficantes e veem no crime uma opção de vida.



Porém, a redução dos índices de pobreza do país não foi acompanhada de semelhante queda nos índices de criminalidade. Na última década, 40 milhões de brasileiros saíram da pobreza em razão da estabilidade econômica e programas sociais. No mesmo período, de 2000 a 2009, a taxa de homicídios permaneceu estável: 26 mortes por 100 mil habitantes, com reduções significativas apenas em São Paulo e Rio de Janeiro.
Além de falhar nos fatores preventivos – fornecendo educação, moradia e emprego para famílias carentes – o Estado também falha na repressão ao crime organizado. As polícias civil e militar no Brasil são mal remuneradas e conhecidas pela corrupção e truculência. A violência policial no país é constantemente alvo de denúncias por entidades como a Anistia Internacional, em casos emblemáticos como os massacres do Carandiru (1992) e da Candelária e do Vigário Geral (1993).
Por outro lado, o sistema penitenciário, que deveria contribuir para a recuperação de criminosos, tornou-se foco de mais violência e criminalidade, em cadeias e presídios superlotados. Dados do Governo Federal apontam que, entre 1995 e 2005, a população carcerária cresceu 143,91%, passando de 148 mil para 361 mil presos. De 2005 a 2009, o crescimento foi de 31,05%, chegando a 474 mil detentos. Hoje, há um déficit de 195 mil vagas no sistema prisional brasileiro.
Há, por fim, uma sensação de impunidade, provocada pela lentidão da Justiça brasileira. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), de 90 milhões de processos que tramitaram nos tribunais em 2011, 71% (63 milhões) encerraram o ano sem solução, ou seja, de cada 100 processos, 71 não receberam sentenças graças ao acúmulo de trabalho e à burocracia.
Desarmamento
Apesar disso, algumas ações contribuíram para minimizar a morte de cidadãos brasileiros. Entre elas, o Estatuto do Desarmamento, que entrou em vigor em 2003, ano em que foram registradas quedas de homicídios. O Estatuto tornou crime inafiançável o porte ilegal de armas e dificultou o comércio e a compra.



No Rio de Janeiro, a política de ocupação de morros e favelas, antes dominados pelo tráfico de drogas, e a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) também foram consideradas um avanço, bem como o aumento em 70% dos investimentos na área de segurança pública em São Paulo.

CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS


“Violência é um ato de brutalidade, sevícia e abuso físico ou psíquico contra alguém e caracteriza relações intersubjetivas e sociais  definidas pela opressão e intimidação, pelo medo e pelo terror. A violência se opõe à ética porque trata seres racionais e sensíveis, dotado de linguagem e de liberdade, como se fossem coisas, isto é, irracionais, insensíveis, mudos, inertes ou passivos.” (Marilena Chauí)

 Se faz necessário para o pleno exercício da cidadania ações fortalecidas entre o governo e a sociedade civil, para que não haja nenhum tipo de indivisibilidade dos direitos humanos. A falência das instituições (escola,família,governo) é um aspecto que marca bastante o alto número de casos de violência urbana. Os meios de comunicação, querem nos fazer achar que a violência só está atrelada à pobreza, à miséria, quando vemos inúmeros casos de pessoas que têm padrões diferentes desse criado para estereotipar o criminoso.Muitas pessoas, não conhecem nem seus direitos civis, políticos, sócio-econômicos e culturais.  Como também  fragmentaram a violência de tal forma que  não caracterizam agressões verbais, preconceito quanto a gosto musical, opção sexual , forma de se vestir, como sendo um ato de violência. Fica bem nítido com o passar do tempo é que as pessoas deixaram de ser seres pensantes, para serem coisas  irracionais e ao passo que nossa tecnologia avança, nós retrocedemos no quesito violência. Hoje morre-se porque xingou alguém, andou de sapato alto e incomodou o vizinho de baixo, tem um objeto de desejo que o outro almeja, tem um gosto musical diferente do outro, pela cor da pele , por algo que ficou dito em entrelinhas, pelo término de uma relação.

Prega –se o discurso de que queremos um mundo melhor para ás crianças que nascerão mas, só tomamos conhecimento da nossa responsabilidade pelo que está acontecendo quando vem de encontro aos nossos interesses, quando somos atingidos de alguma forma por um ato violento. E a postura, o próximo passo é aumentar a segurança ou os muros das nossas residências, nos agruparmos nos shoppings, onde temos a ideia vaga de que estamos mais protegidos, na nossa ilha de fantasia: vitrines, consumo. Decide-se leis depois de acontecido o fato, há um total desencontro entre o governo e a população. Comecemos pelo simples conceito do que é cidadania :
Cidadania (do latim, civitas, "cidade")¹ é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive.²
Logo em seguida , pelos direitos humanos : Os direitos humanos são os direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos. Normalmente o conceito de direitos humanos tem a ideia também de liberdade de pensamento e de expressão, e a igualdade perante a lei.
A partir disso , podemos começar a pensar como dentro da sociedade , podemos deixar de ser coisa para sermos seres humanos , como podemos parar de achar que todo ato violento sangra , pois , isso não atesta a devastação que faz por dentro de uma mente, quando a vítima recebe uma palavra, um olhar, um gesto!Pare de aguardar a ação do outro e dê o ponta pé dentro das suas ações !